Quisera eu escrever poemas de amor
Mas a vida, injusta, não deixa
Pois criou a seguinte lei de que:
Ninguém poderia escrever sobre algo que nunca sentiu.
Eu até tentei revogar, falando que já havia amado,
Entretanto a vida, dura como sempre, respondeu que:
O amor era algo recíproco,
Que ninguém pode amar só
E esse que ama sozinho,
Ah pobre coitado, dele só podeira sair poemas de solidão,
Pois era unica coisa que poderia a vir sentir.
Maldita vida,
Sempre criando essas leis,
E ainda vem jogar na minha cara
De que a culpa não era dela
E sim minha
Que insisto em tudo que não pode dar certo.
Como pode ela não ver que essa culpa não me pertence,
E sim desse coração babaca?
Que vai se apaixonar por Fulano
Que gosta de um Ciclano,
E no fim acaba assim:
Fulano com Ciclano
O coração machucado
A vida rindo
E eu sem meus poemas de amor.
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